sexta-feira, 23 de outubro de 2009

PANACEIA

PANACEIA
A euforia pela vitória do Rio de Janeiro como sede das olimpíadas é justa e as comemorações devidas.Governo e população estão em harmonia e em bom estado de espírito quanto ao assunto. Há entretanto uma preocupação que este blogueiro gostaria de compartilhar.
Vivemos por conta da euforia, uma verdadeira panacéia, a de acreditar que os jogos olímpicos de 2016 serão a solução para todas as mazelas sociais que vitimam o povo carioca. Pelo menos esse é o peixe que tentam vender os chefes políticos de hoje, os mesmos que buscam para si os créditos da escolha da cidade como sede.
Sem dúvida que melhorias virão, há aquelas obrigatórias em termos de infra-estrutura mínima para a realização do mega evento. Entretanto, as demais dependerão de boa vontade política e do bom uso do dinheiro público.
Ao invés de acreditar que a fada-madrinha realizará todos os nossos desejos, e que tudo será melhor, é preciso que operemos em nós uma mudança de comportamento e de antigos conceitos de cachorro magro neo-colonialista. Recebemos o direito de sediar os jogos não pelas belezas naturais da cidade maravilhosa, mas pelo que representamos como país hoje para o mundo. Somos a 9ª economia do mundo - é muito volátil essa posição – caminhamos para nos estabilizar como a 5ª maior. Temos respeito e credibilidade no mercado financeiro.
Está na hora de nos orgulharmos mais de nosso país e de tudo que ele tem conquistado até então, se temos uma distribuição de renda muito desigual, precisamos mudar isso, mas não pode impedir que levantemos nossas cabeças com altivez e encaremos outros não mais como os coitados sul-americanos, mas como um gigante que finalmente está acordando e fazendo muito barulho

domingo, 11 de outubro de 2009

Livro O BRASILEIRO É NOSSO

No curso sinuoso e cheio de obstáculos de minha existência, foram tantas as experiências pelas quais passei que sempre senti ter vivido mais do que realmente o tinha.Acredito que as marcas precoces do tempo em meu rosto sejam uma testemunha dessa minha sensação de passagem acelerada dos anos.Essas marcas definitivamente não são como possa ter parecido uma preocupação minha. Realmente como um bom cristão que sou, não são os sinais que me movem, mas o meu interior, as coisas não tangíveis.Na verdade são essas as que têm realmente valor. Ainda que busquemos e consigamos toda a fortuna possível, em algum momento de nossa existência iremos por certo reconhecer o valor daquilo que tão perto de nós está.E nada tão próximo quanto nossos sentimentos.Sim, muito perto, entretanto por uma série de razões não conseguimos alcançá-los. E essas jóias acabam por nos fazer muita falta, e percebemos que só superficialmente podem ser substituídas por coisas palpáveis.
Cá estou eu já atropelando a seqüência natural da narrativa, perdoe-me, apesar de saber que os grandes mestres da literatura já se utilizaram desse recurso eu não ousaria fazê-lo. Sou apenas alguém que motivado pela vida e precipitação das peripécias do romance que nossa existência daria para cada um individualmente, resolvi registrar minhas impressões, conquistas e desventuras.Não sei exatamente o que me move fazê-lo, entretanto irei adiante. Talvez ao término possa conhecer-me melhor, passará um livro pela minha vida e não um filme, e como se sabe, os livros sempre trazem mais detalhes.Nesses detalhes será possível quem sabe, observar coisas não percebidas ao longo dos anos.São as pequenas coisas que realmente fazem o mundo, o caráter as pessoas. Somos grandes ou medíocres nas minudências, são elas que nos fazem ser diferentes, perdedores ou vencedores.Lembro de ter lido a história de um corretor de imóveis que ao conversar com um cliente interessado na compra de uma casa percebeu seu interesse por um imóvel que tivesse ao menos uma árvore, ele era apaixonado por árvores.Levou-o então para conhecer um imóvel que estava à venda, era muito caro, mas tinha dezesseis árvores. O cliente achou a casa muito cara e quando estava prestes a desistir de fechar negócio o vendedor fê-lo lembrar das árvores, e assim se deu outras vezes, quando o cliente se referia ao preço da casa o vendedor o fazia lembrar do detalhe das árvores. Resultado, aquele homem comprou as dezesseis árvores e a casa como brinde.