TRAGÉDIAS NO NORDESTE: UM DESAFIO À BRAVURA
As tragédias em alguns estados do nordeste infelizmente são apenas mais algumas das muitas que se abatem sobre o sofrido povo nordestino. O histórico de miséria, sofrimento e abandono é uma realidade que se apresenta invencível. João Cabral já disse que “lá se nasce de luto” . Os últimos acontecimentos vêm corroborar com a fala da personagem de Morte e vida Severina.
Muito se fala da força daquele povo, essa de nada lhes vale se o inimigo é sempre muito mais forte que eles, se estão sempre um passo atrás do algoz, esse que se transfigura de seca, enchentes e políticas públicas poucas ou ineficientes para lhes afrontar.
Vistos como exóticos, na melhor das comparações, o povo que nace ali recebe um estereótipo que não condiz com a leva de intelectuais que lá brotam como as águas mornas de suas praias. Nordestinos são preconceituosamente,sempre asociados a ignorantes sem instrução.
Infelizmente a intelectualidade latente não tem impedido as mazelas sociais que são ali vistas. O orgulho nordestino também não.As pessoas dessa região precisam de ajuda agora mai do que nunca. Essa tem que ser imediata: não é hora da vara, mas do pão. Depois, e só então,necessitarão de todas as varas possíveis, para que possam pescar seus próprios peixe e construir suas próprias vidas, com toda a força que têm e que foi observada por Euclides da cunha, “ O sertanejo é antes de tudo um forte.”
sábado, 9 de abril de 2011
sábado, 10 de abril de 2010
Tragédias gregas
As tragédias encenadas em praça pública na antiga Grécia tinham uma função educativa, eram catárticas. Com o choque provocado pelo impacto das cenas, se esperava educar a população, mostrar o "como não ser". O bom de toda dor daquelas encenações é serem sentidas apenas no âmbito da ficção, do fingimento dos autores. Por mais que fosse impactante para a audiência, nenhum cidadão passava realmente por todas aquelas situações horrendas ali assistidas. As calamidades que adviram sobre o povo carioca nos últimos dias nada têm de ficção.Mesmo que o roteiro dê um filme recheado de dor, desespero, incertezas quanto ao futuro e perda de boa parte do passado - estrelado pelo descaso- tendo como coadjuvante a inércia do poder público, a realidade está aí para quem quer e para quem não deseja ver. Também está para aqueles que não mais a podem ver, OS DUZENTOS que quase dá também um bom nome para um Longa.
Inversalmente proporcional as tragédias de Sófocles foram os acontecimentos trágicos no Rio de Janeiro. São catárticos, ou ao menos deveriam ser, não para a população, para o poder público, ensiná-los o " como não ser". A audiência tornou-se um elenco de cenas macabras, de dores reais. Dessa vez o roteirista não será aclamado pela crítica e público como o das encenações gregas. Esse, deverá ser também protagonista e expiar como Édipo, mas sem ter os olhos cegados, parece já os ter. Deverá sofrer o mesmo desterro do famoso personagem, pois não desvendou o segredo da esfinge povo corretamente, e nas próximas eleições isso lhe será revelado. Decifra-nos ou te devoraremos.
José Aerton
Inversalmente proporcional as tragédias de Sófocles foram os acontecimentos trágicos no Rio de Janeiro. São catárticos, ou ao menos deveriam ser, não para a população, para o poder público, ensiná-los o " como não ser". A audiência tornou-se um elenco de cenas macabras, de dores reais. Dessa vez o roteirista não será aclamado pela crítica e público como o das encenações gregas. Esse, deverá ser também protagonista e expiar como Édipo, mas sem ter os olhos cegados, parece já os ter. Deverá sofrer o mesmo desterro do famoso personagem, pois não desvendou o segredo da esfinge povo corretamente, e nas próximas eleições isso lhe será revelado. Decifra-nos ou te devoraremos.
José Aerton
domingo, 28 de fevereiro de 2010
A um amigo...
O telefone toca, estou na rua...
A voz...
Tudo parece agora mais triste, o mundo está menos justo, um justo a menos.
A momentos em que nos lembramos de não ter dito algo importante. Lembrei de não ter dito que o admirava, passou.
A terra chora e eu a acompanho. Em direção ao meu trabalho lembro dele.
Alegria, confiança, respeito, senso de justiça, ele o tinha, não foram suficientes para mantê-lo aqui por mais tempo, mas foram um presente para familiares e amigos.
Defeitos? Quem não os tem? Ele não era diferente, mas fez muita gente feliz.
Vai:
amigo, descanse em paz
bombeiro, descanse em paz
atleta olímpico, descanse em paz
tio, descanse em paz
cunhado, descanse em paz
irmão, descanse em paz
vovô, descanse em paz
pai, descanse em paz
esposo, descanse em paz
Choramos, pois não aprendemos a lidar com a separação. Deus nos promete um reencontro eterno, no tempo Dele já será amanhã. Aguardaremos ansiosos ainda que o medo da morte nos apavore.
Vai Delmo e vivas de verdade na eternidade que ora alcanças, vives em nossas lembranças.
Aérton
A voz...
Tudo parece agora mais triste, o mundo está menos justo, um justo a menos.
A momentos em que nos lembramos de não ter dito algo importante. Lembrei de não ter dito que o admirava, passou.
A terra chora e eu a acompanho. Em direção ao meu trabalho lembro dele.
Alegria, confiança, respeito, senso de justiça, ele o tinha, não foram suficientes para mantê-lo aqui por mais tempo, mas foram um presente para familiares e amigos.
Defeitos? Quem não os tem? Ele não era diferente, mas fez muita gente feliz.
Vai:
amigo, descanse em paz
bombeiro, descanse em paz
atleta olímpico, descanse em paz
tio, descanse em paz
cunhado, descanse em paz
irmão, descanse em paz
vovô, descanse em paz
pai, descanse em paz
esposo, descanse em paz
Choramos, pois não aprendemos a lidar com a separação. Deus nos promete um reencontro eterno, no tempo Dele já será amanhã. Aguardaremos ansiosos ainda que o medo da morte nos apavore.
Vai Delmo e vivas de verdade na eternidade que ora alcanças, vives em nossas lembranças.
Aérton
sábado, 5 de dezembro de 2009
Parte 4 de O brasileiro é nosso
Um dos pensamentos que povoam minha mente é justamente o uso da língua. Na escola a professora sempre me fazia sentir o mais ignorante de todos e o pior é que eu devia ser mesmo, nunca acertava o pronome e sempre escorregava no uso do plural.É curioso pensar que todo mundo no Brasil se sente um pouco ignorante quanto à língua portuguesa, essa que nos faz sentir estrangeiros muitas vezes, e não como falantes nativos.
Amigo leitor, você já se sentiu estrangeiro ao usar o português? Já teve a sensação de que não sabe falar nem escrever corretamente seu próprio idioma? Já teve a sensação ou já ouviu alguém falar que o que falamos é o lixo da língua portuguesa?Espero que a resposta de alguns de vocês seja positiva, dessa forma estarão em concordância com minhas preocupações linguísticas.E caso responda negativamente, acredito que nunca tenha pensado sobre isso ou sejas um intelectual ou especialista na língua portuguesa.Ela, a professora, falava daqueles pronomes do caso reto, mas para mim sempre pareciam tortos. É muito difícil, dizem que nossa língua é a mais complicada de todas.Deve ser mesmo, nem o brasileiro admite que consegue falar corretamente.Cada região do Brasil se gaba de falar melhor que a outra, e cada uma se expressa de forma diferente, mas todas concordam que não falam o puro e belo português.
Nesse ponto de belo e puro é que parece está a raiz do problema, belo e puro segundo o quê? Eu não tinha maturidade etária nem lingüística na época para tratar desse assunto, falaremos melhor sobre isso mais tarde nos capítulos que espero, estão por vir.
Amigo leitor, você já se sentiu estrangeiro ao usar o português? Já teve a sensação de que não sabe falar nem escrever corretamente seu próprio idioma? Já teve a sensação ou já ouviu alguém falar que o que falamos é o lixo da língua portuguesa?Espero que a resposta de alguns de vocês seja positiva, dessa forma estarão em concordância com minhas preocupações linguísticas.E caso responda negativamente, acredito que nunca tenha pensado sobre isso ou sejas um intelectual ou especialista na língua portuguesa.Ela, a professora, falava daqueles pronomes do caso reto, mas para mim sempre pareciam tortos. É muito difícil, dizem que nossa língua é a mais complicada de todas.Deve ser mesmo, nem o brasileiro admite que consegue falar corretamente.Cada região do Brasil se gaba de falar melhor que a outra, e cada uma se expressa de forma diferente, mas todas concordam que não falam o puro e belo português.
Nesse ponto de belo e puro é que parece está a raiz do problema, belo e puro segundo o quê? Eu não tinha maturidade etária nem lingüística na época para tratar desse assunto, falaremos melhor sobre isso mais tarde nos capítulos que espero, estão por vir.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
A indústria da fé
A propagação do evangelho além de obediência a Deus é uma profecia Divina. Entretanto enquanto se fala de fim dos tempos, a proliferação de igrejas evangélicas da forma como tem sido feita não é bem vista por aqueles que bem intencionados atuam como propagadores das doutrinas cristãs.
O que tem ocorrido é o surgimento de entidades religiosas e líderes, sem compromisso com a divindade,abrem igrejas como quem abre qualquer tipo de negócio. Então, em nome do lucro e enriquecimento fácil,vendem bençãos que não podem dar, lugares no céu que não lhes pertence e uma esperança falaciosa em algo que eles mesmos não acreditam. São empresários da "indústria da fé" e não bispos, apóstolos e pastores como se auto denominam. Esses não têm "ovelhas", têm clientes, e deles retiram tudo o que podem.
Esse tipo de pregador e instituição, acabam por manchar a imagem do evangelho sagrado, tornando-o motivo de escárnio e desconfiança por parte dos ainda não convertidos.Atrapalham a obra de Deus. É preciso repúdio a esse tipo de evangelismo predatório. É fácil identificá-los, prometem o paraíso na terra, parar de sofrer é o lema deles, os anúncios na porta de suas falsas igrejas mais parecem com o de um consultório médico. Prometem livrar-nos de todos os males financeiros, espirituais e de relacionamento.
Como bom cristão não posso aceitá-los, não posso compactuar com suas ações ilícitas e com "a indústria da fé" que implantam e que os faz enriquecer às custas da exploração da fé de inocentes carentes e tementes a Deus.
O que tem ocorrido é o surgimento de entidades religiosas e líderes, sem compromisso com a divindade,abrem igrejas como quem abre qualquer tipo de negócio. Então, em nome do lucro e enriquecimento fácil,vendem bençãos que não podem dar, lugares no céu que não lhes pertence e uma esperança falaciosa em algo que eles mesmos não acreditam. São empresários da "indústria da fé" e não bispos, apóstolos e pastores como se auto denominam. Esses não têm "ovelhas", têm clientes, e deles retiram tudo o que podem.
Esse tipo de pregador e instituição, acabam por manchar a imagem do evangelho sagrado, tornando-o motivo de escárnio e desconfiança por parte dos ainda não convertidos.Atrapalham a obra de Deus. É preciso repúdio a esse tipo de evangelismo predatório. É fácil identificá-los, prometem o paraíso na terra, parar de sofrer é o lema deles, os anúncios na porta de suas falsas igrejas mais parecem com o de um consultório médico. Prometem livrar-nos de todos os males financeiros, espirituais e de relacionamento.
Como bom cristão não posso aceitá-los, não posso compactuar com suas ações ilícitas e com "a indústria da fé" que implantam e que os faz enriquecer às custas da exploração da fé de inocentes carentes e tementes a Deus.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Não queremos justiça
Após cada tragédia noticiada sempre temos um parente, as vezes desesperado, pedindo por justiça. São parentes de policiais mortos, pais de inocentes crianças ou de jovens que tiveram a vida interrompida precocemente. Mas a questão é que não gosto de vê-los pedindo justiça, pedir justiça virou um clichê macabro e sem nenhum efeito. Se aplicada não trará de volta a pessoa tragicamente perdida. Não retirará a dor dos amigos e familiares. Não é dela que precisamos quando se trata do respeito e da preservação da vida humana.Necessitamos de vida, viver é preciso, nos manter vivos e a nossos parentes também. Precisamos de proteção para nossos filhos. Devemos vê-los sair e voltar para casa em paz, e eles a nós.
A justiça de nada nos adianta se não servir para preservar a vida, nos dar noites de sono tranquilas e dias felizes ao lado de nossos entes queridos. É para isso que trabalhamos, aguentamos o chato de nosso chefe e aquela secretária intransigente. Queremos os fins de semana com nossas crianças, nossos pais, felizes e dizendo que nos amam. Não um programa sem graça de levar flores ao túmulo deles. Esse não queremos.
A aplicação da lei ao delinquente é um dever do Estado,a nós cabe o direito de não pedir justiça, pedir vida, tranquilidade. Eu não quero pedir justiça nunca, quero paz.
A justiça de nada nos adianta se não servir para preservar a vida, nos dar noites de sono tranquilas e dias felizes ao lado de nossos entes queridos. É para isso que trabalhamos, aguentamos o chato de nosso chefe e aquela secretária intransigente. Queremos os fins de semana com nossas crianças, nossos pais, felizes e dizendo que nos amam. Não um programa sem graça de levar flores ao túmulo deles. Esse não queremos.
A aplicação da lei ao delinquente é um dever do Estado,a nós cabe o direito de não pedir justiça, pedir vida, tranquilidade. Eu não quero pedir justiça nunca, quero paz.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Parte 3 de O brasileiro é nosso
Eu disse antes amigo leitor, que não sou escritor e muito menos alguém que conhece a forma certa de escrever. Sou homem simples de educação secundária, e mais dado ao trabalho que propriamente aos livros. Neste ponto gostaria de fazer uma observação, a verdade é que sempre senti muito desejo pelas letras, pela escola, entretanto os desencontros da vida fizeram-me abandonar muitos sonhos. Um desses foi a continuidade da vida escolar. Restaram-me o trabalho, as mulheres e a frustração que ainda me causa dor todas as vezes que ouço alguém fazer referência aos estudos.Assim retomo a frase dita no início deste parágrafo: sou mais dado ao trabalho que propriamente aos livros (pura tentativa de enganar-me).Apesar de minha paixão declarada pelas letras penso que não fui ou não tive a disposição suficiente para dedicar-me a elas. Deixei-me levar pelas paixões da carne e pelo ócio intelectual, não sem arrependimento reconheço hoje.Estava muito apegado ao futebol com os amigos, às festas de fim de semana e a todo tipo de curtição que o parco orçamento me permitisse.Passava horas com os amigos planejando a próxima festa. Chamávamos esses encontros nos fins de semana de “assustado”. Não sei o porquê do nome, apenas que cada convidado deveria levar algum tipo de bebida ou prato para servir de acompanhamento para aquela. Eram os anos 80 e músicas de boa qualidade invadiam as rádios FM e claro as nossas festas.O rock nacional vivia sua época de ouro e dezenas de bandas surgiram. Aquela década marcou a todos para sempre, arriscar-me-ia dizer que tanto quanto a jovem guarda nos anos 60.Bom, com essas explicações posso tranqüilizá-lo quanto ao nível de escrita que encontrarás nesta narrativa. Não é mérito meu, e sim de um hábil revisor que pacientemente, praticamente está traduzindo o que escrevo para a norma culta da língua portuguesa.Portanto todas as vezes que te surpreenderes com uma expressão ou outra mais elaborada, saiba que é pura arte do revisor. Esse por sua vez esforça-se para ser fiel àquilo que tenho escrito na língua coloquial da qual faço uso.
Assinar:
Postagens (Atom)